|
Idoso, porém competente!
Após os 100 anos da introdução do
Eletrocardiograma por Einthoven (1902), as discussões sobre a
utilização do Eletrocardiograma de Repouso estão sendo
renovadas. O registro da atividade elétrica cardíaca na
superfície do tórax é uma qualidade deste método, a qual não é
obtida por outras técnicas, sendo este procedimento o mais
utilizado para auxiliar o diagnóstico das doenças cardíacas.
Este método é de simples realização, seguro, reprodutível
podendo ser usado em grandes estudos devido ao seu baixo custo.
A metodologia favoreceu o desenvolvimento de aparelhos mais
sofisticados, computadorizados e menores, facilitando a sua
utilização nas situações de emergência, nas rotinas
ambulatoriais e hospitalares.
Existem numerosas formas de utilização do eletrocardiograma de
doze derivações na prática clínica, pois o método é capaz de
refletir alterações primárias ou secundárias aos processos
miocárdicos, doenças das artérias coronárias, cardiomiopatias,
doenças metabólicas, alterações eletrolíticas, além dos efeitos
tóxicos ou terapêuticos das drogas e próteses. O
eletrocardiograma é considerado “gold standard” para o
diagnóstico não invasivo das arritmias e distúrbios de condução,
além de ser muito importante nos quadros agudos isquêmicos
coronarianos.
A tecnologia dos computadores, inclusive dos pessoais, trouxe
poderosos sistemas de captação de sinais e de avaliação de
algoritmos, aumentando a dimensão do uso do eletrocardiograma. A
análise da variabilidade da freqüência, da presença de
potenciais tardios, da dispersão do QT e da alternância de T,
são novos marcadores das doenças cardíacas e das arritmias.
Os eletrocardiogramas devem ser interpretados pelos
cardiologistas, clínicos gerais e pelos médicos que trabalham
com urgências. Os profissionais devem ter a habilidade de
definir, reconhecer e compreender as bases fisiopatológicas de
algumas anormalidades eletrocardiográficas. Os programas de
ensino e reciclagem devem estimular os médicos a reconhecer além
dos diagnósticos habituais (arritmias, sobrecargas de câmaras,
áreas eletricamente inativas, alterações da repolarização e
marca-passos) outros diagnósticos clínicos que podem se
manifestar com alterações eletrocardiográficas típicas. Neste
grupo podemos destacar: doenças neurológicas, doenças
congênitas, cardiomiopatia hipertrófica, síndrome do QT longo,
embolia pulmonar, Wolff-Parkinson-White, displasia arritmogênica
de ventrículo direito e síndrome de Brugada. Os médicos que
utilizam o eletrocardiograma para as decisões clínicas devem ter
conhecimento suficiente para fazer os diagnósticos mais
sofisticados, os quais podem evitar desfechos fatais.
Os trabalhos mais recentes têm mostrado que a interpretação do
ECG pelo profissional médico ainda é a mais correta. Os
trabalhos também demonstraram que os falsos positivos e
negativos foram 18 vezes mais presentes nas interpretações pelos
sistemas computadorizados. Desta forma fica evidente que os
laudos computadorizados devem ser avalizados por um especialista
e não podem ser utilizados para uma decisão clínica sem o
cuidado descrito.
O aprendizado do eletrocardiograma foi muito difundido quando
das descrições vetoriais do saudoso Prof. Dr. João Tranchesi,
tendo passado por um período posterior onde se acreditava que
tudo já se conhecia e nada de novo surgiria na
Eletrocardiografia. Com o auxílio do Vetorcardiograma e do
Mapeamento Eletrocardiográfico de Superfície, que facilitaram o
entendimento dos fenômenos elétricos do coração, foi possível
desmistificar a análise e reconhecer novos padrões. O
aprendizado do eletrocardiograma necessita de alguns
pré-requisitos como: conhecer as bases teóricas da
Eletrocardiografia, as correntes iônicas do potencial de ação,
as ondas eletrocardiográficas, anatomia das câmaras cardíacas,
ativação e repolarização nos tecidos cardíacos. O
eletrocardiograma pode ser interpretado nos serviços de
Eletrocardiografia, mas também pode participar das discussões
clínicas e na beira do leito, sendo ferramenta fundamental para
os especialistas nas decisões clínicas.
15º CURSO ANUAL DE ELETROCARDIOLOGIA 2011
Período: 21/03 a 28/11/2011
Horário: 11:30 às 13:00 horas, às Segundas-Feiras
Local: Anfiteatro InCor-HCFMUSP – Bloco I - 2° andar
Endereço: Instituto do Coração – INCOR – HC.FMUSP
Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar n° 44 – Cerqueira César – SP
Curso: 22569 - 10 pontos
Curso válido para validação de título de especialista em Cardiologia pela SBC.
Inscrições
Curso Presencial: (11) 3069-5270
Curso ao vivo pela internet: www.ecgincor.com.br
Ou telefone: (11) 3511-6182 / (11) 3511-6183
Prof. Dr. Carlos Alberto Pastore
Presidente do Grupo de Estudos de Eletrocardiologia
CURSO NACIONAL DE ATUALIZAÇÃO EM ELETROCARDIOGRAMA
Central de Atendimento: (11) 3511-6182 / (11) 3511-6183
o Curso presencial em São Paulo, com reprise via Internet, ou inteiramente via Internet
o Reprise das aulas até dezembro de 2011
o Material didático incluso: Livro: Eletrocardiologia Atual - Curso do Serviço de Eletrocardiologia do Incor, 2º edição
Autores: Carlos Alberto Pastore, César José Grupi e Paulo Jorge Moffa
Editora: Atheneu
o Corpo docente composto por renomados especialistas do InCor - HC-FMUSP
o 10 pontos na Comissão Nacional de Acreditação, Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina para validação de título de especialista.
Público-alvo
Acadêmicos de Medicina, Clínicos Gerais, Cardiologistas, Residentes e Intensivistas.
Carga Horária
48 horas/aula.
Local
As aulas serão realizadas no auditório do Incor / HC-FMUSP e transmitidas, via internet, para todo o Brasil em tempo real (ao vivo).
Datas e Horário
21 de março a 05 de dezembro ( segundas-feiras)
11h30 às 13h
Para mais informações, acesse o site do evento.
|