*José Medeiros
Uns dias a mais,
para ser mais preciso no dia 2 de dezembro do corrente ano, o
Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas completará 137 anos
de profícua existência, carregando a bagagem de uma rica e
diversificada história. Uma tradição que se construiu com muita
dedicação e trabalho, persistência e abnegação. É um museu que
conserva fragmentos de nosso passado histórico, biblioteca
conservadora de textos de grande valor, e, além disso, um
colegiado ativo e participante dos acontecimentos culturais do
Estado. Talvez pareça poético repetir que o Instituto traduz o
passado na realidade do presente e o presente na perspectiva da
história.
Homenagem ao Instituto Histórico acaba de ser feita pela Fapeal
(Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas), através da
publicação de um calendário cultural que retrata a riqueza de
seu valioso patrimônio. Resultado de um primoroso trabalho de
pesquisa assinado pelos historiadores Douglas Apratto Tenório,
Leda Almeida e Carmem Lúcia Dantas. Nos anos anteriores,
publicações similares obtiveram expressivo êxito e foram
dedicadas à Arte Sacra de Alagoas e aos antigos engenhos
interioranos. Enviei calendários a entidades nacionais
representativas da categoria médica. Na Internet, uma das
autoridades denominou o calendário como “embaixador cultural de
Alagoas”.
A Fapeal completou, recentemente, 15 anos, e é com orgulho que
observamos – todos nós, professores – que a Instituição está
sendo reconhecida, nacionalmente pelos órgãos que coordenam a
pesquisa científica no país. Como Deputado Estadual, em 1990,
tive o privilégio de ter sido autor do projeto de Lei
Complementar que criou a Fapeal. A linha cultural da Entidade é
mais uma marca de sua efetiva expansão.
Participo, como membro efetivo, do Instituto Histórico, há mais
de 30 anos. Por ter acompanhado o desenvolvimento de seus
trabalhos nesse período, posso dar um depoimento: o rigor na
manutenção e conservação do acervo histórico e geográfico
alagoano. A par disso, a Instituição moderniza-se, ajusta-se às
mudanças sociais e absorve as tecnologias da informática na
preservação de seus bens culturais.
Tenho sugerido, através de artigos, que as escolas mantenham
intercâmbio permanente com o Instituto. A educação e a cultura
formam equação da maior importância. Uma opinião ouvida
recentemente: “Visitando bons museus as pessoas estabelecem um
contato mais estreito com importante parcela do patrimônio
cultural preservado nesses espaços”.
Ao longo desses 137 anos, o Instituto Histórico e Geográfico foi
dirigido por homens idealistas, que abriram caminhos e
solidificaram avenidas para manter um precioso acervo cultural.
Merece aplausos a homenagem da Fapeal.
(*) é médico e
ex-Secretário de Educação e de Saúde