*José Medeiros
A Bienal
Nacional do Livro de Alagoas não foi somente uma feira de
livros; foi um acontecimento cultural e educacional.
Oportunidade de conhecimento e convivência com autores de obras
consagradas, que, aqui vieram, e, paralelamente, uma ação capaz
de contribuir para a formação de novos leitores e de estímulo à
leitura. O objetivo, afinal, foi aproximar o livro do leitor. É
de Paulo Freire uma frase que se tornou clássica: “A leitura da
palavra amplia e aprofunda a leitura do mundo”. Não paira dúvida
de que a leitura alimenta o espírito, a imaginação, a
sensibilidade e a reflexão. Formar leitor é formar uma pessoa
emancipada, capaz de exercer, em plenitude, a cidadania.
O desenvolvimento de uma sociedade depende diretamente dos
investimentos que realiza no campo da educação. Programas de
televisão têm mostrado, com detalhes, numerosos países que
conseguiram alcançar elevados índices de desenvolvimento
literário, científico e tecnológico, através da prioridade
conferida à educação. Nosso país é pobre, nesse ponto. Não se
tem feito o necessário e o indispensável pelas universidades,
escolas públicas e pelos professores. Educação, como prioridade,
em nosso país, é um simples objeto de desejo.
Voltemos à Bienal. No início da semana passada, uma de minhas
netas (10 anos)
me telefonou: “– Voinho, mande um dinheirinho para mim e para
minha irmã. Queremos comprar livros na Bienal. – E vocês vão à
Bienal, com quem? – Com a turma da Escola Monteiro Lobato
(leia-se educadora Vera Tenório). Vão professores e
coordenadores com a gente. Vô, vai ser bom!!!” Para minha
alegria, Jéssica e Laiz trouxeram livros bem escolhidos e
ficaram felizes com a visita à Bienal.
Durante as várias oportunidades em que estive na Bienal, tomei
conhecimento de que centenas de escolas aderiram a essa
programação. Havia sempre estudantes presentes.
Vários lançamentos literários movimentaram o evento. Nomes,
literariamente conhecidos, como: Douglas Apratto Tenório,
Arriete Vilela, Dirceu Lindoso, Renira Lisboa de Moura Lima,
Isvânia Marques e Rayner Marinho, entre tantos outros, estiveram
na vanguarda dos acontecimentos. Fiz ponto no “stand” da Fapeal,
que atraiu muita gente pela beleza dos calendários culturais que
patrocina e pelo enfoque dos trabalhos que executa na formação
de recursos humanos e fomento à pesquisa.
Vale salientar o esforço dos promotores da Bienal do Livro. Meus
mais efusivos cumprimentos à professora Sheyla Maluf, diretora
da Edufal, à Reitora Ana Dayse Dórea e seus colaboradores.
Precisamos incentivar, cada vez mais, o gosto e a paixão pelos
livros.
(*) é médico e ex-Secretário de Saúde e de Educação