ESQUINA CULTURAL
POEMA À MARÍLIA

Linda morena de olhos azuis, 
cabelos brilhantes como o pôr-do-sol.
Você é a razão de meu viver,
é a razão de uma vida longa e sofrida.
Agora, só me resta você...

É só você que me pode reter o pensamento de morte,
que me pode mudar idéias tolas e sem sentido.
Você, com seu corpo tão meigo, tão sedutor...
Nas horas que passam, meu pensamento está em você querida,
está em sua boca, em seus seios tão macios que me fazem morrer de amor e de anseios...
O que eu sinto, você não deve sentir; porque eu luto por você,
luto por seu amor, e você cuida tão somente de seu corpo, de formato tão audacioso.

Você, linda morena, é tão deslumbrante com aquele olhar de moça virgem que floresce em meu coração.
Mas, hoje eu vejo você como minha salvação.
Sonho, desesperadamente, com seus lábios, com seu rosto, com suas pernas... enfim com tudo que me faça sentir mais homem.
Nos sonhos, você é só minha, inteiramente minha!

Você, Marília, de roupas transparentes, deixando-me sonhar com seu corpo em meus braços para, depois, eu sentir seus lábios, seu rosto, seus seios queimados, vendo, amando e sentindo a mulher que você é, em qualquer noite, em qualquer sonho.

Corpos rolando, rolando...rolando...pela estrada da ilusão...
Eu e você, minha Marília!

José F Vilela Martin - 1978

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