ESQUINA CULTURAL
Dias das Mães – Um dia de todo dia

MÃE. Como uma palavra tão pequena, de apenas três letras, traz à mente um turbilhão de sentimentos. Sentimentos estes profundos e fortes e por vezes antagônicos. Sentimentos como afeto, amor, segurança, compreensão, cumplicidade e até por vezes seus opostos.

Quem não se revolta com aquele árbitro que, aos 45 minutos do segundo tempo, anula um gol legítimo que daria a vitória e o título ao seu sofrido time. Nesta hora de quem lembramos? Uníssona a torcida invoque a progenitora do juiz larápio num coro de milhares de vozes de fazer inveja aos mais afinados corais: "Filho da P....., Filho da P....!"

Bem sabemos que sentimentos são universais. E se tem mãe no meio, a situação toma proporções impensáveis. Frente a uma tarefa na escola, onde o tema solicitado era "Mãe só tem uma", vários alunos levaram suas redações e a declamaram de viva voz.

Como aquela história da Aninha que relatava: "Estava caminhando com mamãe por uma rua movimentada de Belo Horizonte, quando ao atravessar um cruzamento de forma intempestiva, não observei o enorme caminhão que vinha em minha direção. Neste momento, minha querida mãe, num ato corajoso e heróico, tomou minha dianteira, me jogando de volta ao passeio público, salvando minha vida. Porém não conseguiu se safar do choque iminente, sendo colhida pelo gigantesco veículo e arremessada a uma longa distância, já caindo agônica, mas com um breve sorriso nos lábios por haver me salvado. MÃE SÓ TEM UMA!"

Neste momento toda a classe se pôs a chorar com tamanha tragédia descrita pela Aninha. Aliás, bem sabemos que esta intensidade de sentimentos, somente as mães são capazes.

A seguir, veio o Joãozinho com sua história: "Estávamos tendo uma animada festa em casa, quando minha mãe, solícita e algo autoritária, me pede. "Joãozinho filho querido, busque rapidamente na geladeira duas coca-colas para que possa servir meus convidados". Naquele momento como um raio foi ao eletrodoméstico e, ao abrir a porta, exclamei em tom de horror. "MÃE, SÓ TEM UMA!!!"

Brincadeiras à parte, desejo a todas as mães, um feliz dia das mães, que na verdade não se conta em dias, mas em afetos, desprendimento e carinhos. Pois afinal todos os dias são Dia das Mães.

Márcio Kalil

Voltar

Desenvolvido pela Gerência de Tecnologia da SBC - Todos os Direitos Reservados
© Copyright 09/06/2026 | Sociedade Brasileira de Cardiologia |
tecnologia@cardiol.br
 Busca