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Amor na Vertente Amor na vertente,
serpente,
infelizmente
tenho dois corações,
duas ilusões,
dois chãos,
duas mãos.
Não me importa o sentido,
mentido,
mordido.
Quero apenas rimar,
amar,
cantar.
Num mundo apaixonado,
amado,
odiado.
Olha que eu penso,
eu vendo,
eu venho,
para ir,
partir,
vir.
Chocado,
molhado,
enxugado.
Ao relento estou lendo,
aprendendo,
reavendo.
A ser,
a querer,
a saber.
Dois mundos ilhados,
marcados,
ensaboados
na loucura da vida,
vivida
querida!
José F Vilela Martin – 1979
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