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Tratamento e Letalidade Hospitalar do Infarto Agudo do Miocardio
na região Metropolitana de Vitória
Romildo Luiz Monteiro Andrade
Versão Inglês
Introdução : A mortalidade
cardiovascular, em destaque o infarto agudo do miocárdio, ocupa
posição como principal causa de óbito junto a população da
Região Metropolitana de Vitória ao longo dos últimos cinco
anos. A caracterização desta condição e a implementação de
estratégias para detectar e controlar sua ocorrência deve
tornar-se uma prioridade para os programas de saúde.
Objetivo
geral: Conhecer o tratamento dispensado e determinar a taxa
de letalidade Hospitalar por Infarto Agudo do Miocárdio na
população atendida pela rede hospitalar pública e privada na
Região Metropolitana de Vitória (RMV)-ES/BR.
Objetivos
específicos: Conhecer e caracterizar as principais formas
de apresentação do evento (fatal e não fatal, primário ou
recorrente), tempo decorrido do início dos sintomas e o
diagnóstico clínico, enzimático e eletrocardiográfico,
atendimento e manuseio intra-hospitalar do evento coronariano
agudo (unidade coronariana, pronto socorro, enfermaria).
Identificação dos fatores de risco e comorbidades (tabagismo,
hipertensão e diabetes) presentes e comparação entre os
resultados locais e os demais trabalhos nacionais e
internacionais.
Metodologia: O estudo cobriu os eventos
coronarianos agudos ocorridos na população maior de 25 anos
residente na Região Metropolitana de Vitória-ES durante o
período de 05-Julho-1999 à 30- julho-2000. Em conjunto com as
unidades hospitalares da região geográfica delimitada foi
estruturado serviço de vigilância epidemiológica dos eventos
coronarianos agudos a fim de identificar e acompanhar os casos
de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM). A partir da
identificação do caso, foram preenchidos formulários de
pesquisa adaptados do modelo Monitoring International Trends
and Determinants of Cardiovascular Disease – Estudo
Monica. Os dados coletados foram analisados através de
tabelas de ocorrência, taxas e proporções, distribuição de
freqüência de casos, aplicados testes de significância
estatística segundo a natureza jurídica da unidade hospitalar
(públicos ou privada), municípios de residência e sexo.
Resultados:
Os principais resultados encontrados foram: coeficiente de
letalidade para o período médio de seguimento de 97 dias foi
de 21,68%, a Letalidade hospitalar foi de 17,21%. A prevalência
de tabagismo e entre os pacientes infartados foi de 39,1%. A
Hipertensão Arterial como comorbidade foi de 33,6%. O emprego
de terapia trombolítica foi de 19,1% dos casos.
Conclusão:
O infarto agudo do miocárdio apresentou predomínio no sexo
masculino na proporção de 2,6:1. Sendo que em 25% dos casos
acometeu indivíduos com idade inferior a 50 anos. A taxa de
letalidade hospitalar (até 28 dias) foi de 17,21% e no período
médio de segmento de 97 dias foi 21,61. A terapia de
angioplastia primária foi empregada em 19.21% dos casos e as
taxas da sobrevivência neste caso eram 81.25%. O número de
ECGs foi maior nos hospitais privados (74.1%) do que nos
hospitais públicos (37.7%).
Palavras-chaves: 1) Infarto Agudo do Miocárdio, 2)
Letalidade Hospitalar, 3) Doença cardiovascular na Região
Metropolitana de Vitória.
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