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RESUMO

Estenose Aórtica e Doença Coronária. Análise dos Fatores de Risco.
Claudio Magalhães Rangel

Versão Inglês

Objetivamos analisar aspectos clinico – laboratoriais da presença de doença coronariana em portadores de estenose aórtica e avaliar a influencia de fatores de risco para o desenvolvimento de coronariopatia obstrutiva. Estudamos 65 pacientes portadores de estenose aórtica severa apresentando indicação cirúrgica , com idade que variou de 51 a 85 anos ( média 68 ) sendo 40 (61,5 % ) mulheres.  Da realização da cinecoronariografia resultou distribuição dos 65 pacientes em dois grupos : 26 (40%) com coronariopatia obstrutiva e 39 ( 60%) sem lesões obstrutivas em artérias coronárias. Foram analisados os fatores de risco para doença coronariana ( hábito de fumar, dislipidemia, diabete mélito, hipertensão arterial sistêmica, antecedentes familiares, sedentarismo e alcoolismo) dados clínicos, eletrocardiograma, ecocardiograma e exames laboratoriais( glicemia, colesterol total e frações, triglicérides, apoproteína A1 e B, fibrinogênio, Lp(a) e taxa fracional de remoção de triglicérides e colesterol) nos dois grupos . Na análise da idade o grupo com coronariopatia obstrutiva apresentou faixa etária mais elevada com significancia estatística (p<0,0001).

A identificação de sinais de isquemia em parede anterior no eletrocardiograma apresentou relação significante com obstrução em artéria interventricular anterior (p<0,002). A análise univariada mostrou diferença significante entre os grupos em relação as médias das variáveis gradiente aórtico ( p=0,041), HDL (p=0,042) e fibrinogênio (p=0,047).  O grupo com doença coronariana apresentou média do gradiente e HDL menor que os sem doença. Na variável fibrinogênio o grupo sem doença coronariana apresentou média com níveis menores comparados com os portadores de coronariopatia. A análise multivariada pelo método da regressão logística mostrou como variável independente para coronariopatia os níveis de fibrinogênio(p<0,039).  Concluímos que o fibrinogênio foi fator de risco independente para a associação de coronariopatia com estenose aórtica.

 

 

 

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